terça-feira, 27 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Sem palavras
Enquanto dormia,
Tocou-me o rosto um clarão.
Entreabri os olhos sem compreender
E sorri.
E sorri.
Sorri ao ver quem ousara visitar-me à madrugada
Doce alegria inesperada
Levantei-me ainda sonolenta,
Dirigindo o olhar em direção à veneziana
E sorri novamente.
Quanto contentamento!
Tão longe, tão perto.
Contemplei à volta,
O aposento estava tomado
Como o raiar do Sol ao despontar no horizonte
Contudo, não era dia.
Aproximando-me do parapeito
Apoiei meus braços e contemplei.
Lá estava minha surpresa.
Que beleza inexplicável!
Ao seu redor,
Um misto de cerúleo e stratocumulus enegrecidos
Coroavam-na harmoniosamente
Uma suavidade esplendorosamente misteriosa
Seu raios, emprestados de outros astros
Caíam-lhe perfeitamente bem
E inundavam minh’alma
Sem palavras,
Cantei-lhe uma canção.
Não, não a ela.
Ouviu minha voz Aquele
Que me surpreendeu com uma de suas mais belas criações:
O luar.
Por Acsa Brito.
O luar.
Por Acsa Brito.
sábado, 3 de março de 2012
Escolhas
Em luta travada contra si mesma,
Optou pela derrota.
Como o fel
Tornou-se o, outrora, doce demerara.
E em tristeza n’alma
Silenciou diante de tudo.
Sem palavras,
Escondeu o rosto
Ocultou as palavras
Palavras ocultas
Inalcançáveis em mais profundo ser
Tocaram flautas
E não dançou
Entoaram lamentações
E não chorou.
Alma fria e inconsolável
Teceu sua teia de amargura
Protegendo-se contra si mesma
Enquanto vagada à beira do precipício.
Ao raiar da alva
Despertou do sono profundo.
De olhos abertos lembrou-se do precipício.
Ao longe se ouvia:
"What would I have done if it wasn't for Your love
The love that tore the veil inside my heart
What would I have become if it wasn't for Your blood
The blood You gave for all on the cross"
Fechou seus olhos novamente e agradeceu.
Mais valia viver uma Canção
Do que o amargor do doce demerara.
Por Acsa Brito.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Um vão
Havia um banquinho para conversar
Sorrir à toa e descansar
Desabafar, perdoar,
Me encontrar em Seu olhar.
Um vão aconchegante de paz
e apenas um banquinho.
Rebuscados confusos
Ilusoriamente belos
Subiram ao olhar esvaziando a alma
Superfície
Ausência de palavras
Um vão cálido e vazio
Separando o início do fim
Fim do silêncio
Fim que é recomeço.
A saudade da simplicidade
da humildade
Sedenta pelo fim
A lenta demolição do ilusório
Nostalgicamente feliz
A alegria do fim: o recomeço.
Um vão e um banquinho.
Aconchego de paz.
Por Acsa Brito.
Sorrir à toa e descansar
Desabafar, perdoar,
Me encontrar em Seu olhar.
Um vão aconchegante de paz
e apenas um banquinho.
Rebuscados confusos
Ilusoriamente belos
Subiram ao olhar esvaziando a alma
Superfície
Ausência de palavras
Um vão cálido e vazio
Separando o início do fim
Fim do silêncio
Fim que é recomeço.
A saudade da simplicidade
da humildade
Sedenta pelo fim
A lenta demolição do ilusório
Nostalgicamente feliz
A alegria do fim: o recomeço.
Um vão e um banquinho.
Aconchego de paz.
Por Acsa Brito.
domingo, 13 de novembro de 2011
Uma missão
Que queres?
Sem pretensão pergunto
O que queres?
Confiar em mim,
confiar a mim?
É tão difícil
Sem forças n'alma pergunto
Que queres?
Como fazes?
Sem esperança pergunto
Como fazes?
Ocultar a si mesmo
a favor de uma alma?
É tão difícil
Como fazes?
A quem pedes?
dentro em mim pergunto
A quem pedes ajuda?
Ajuda para conseguir ajudar
É tão difícil
A quem pedes?
Ter esperança
Mesmo quando não há motivos
Para ter esperança.
Amar como a si mesmo.
A única resposta que encontrei.
Por Acsa Brito.
Sem pretensão pergunto
O que queres?
Confiar em mim,
confiar a mim?
É tão difícil
Sem forças n'alma pergunto
Que queres?
Como fazes?
Sem esperança pergunto
Como fazes?
Ocultar a si mesmo
a favor de uma alma?
É tão difícil
Como fazes?
A quem pedes?
dentro em mim pergunto
A quem pedes ajuda?
Ajuda para conseguir ajudar
É tão difícil
A quem pedes?
Ter esperança
Mesmo quando não há motivos
Para ter esperança.
Amar como a si mesmo.
A única resposta que encontrei.
Por Acsa Brito.
Olhares
Andei distante daqui,
Subi ao céu e voltei.
Enquanto subia, via-os diminuírem
e em meu olhar,
vi o olhares sumirem.
Lá de longe percebi
A insignificância de cada olhar
Diante da imensidão
do olhar do universo
Senti-me feliz.
Distante dos olhares,
enxerguei a mim mesmo.
Senti-me incapaz,
Era eu também apenas um olhar.
Voltei então à terra e abri os olhos.
Vi e revi o que não mais via
Os olhares.
Encontrei olhares de vergonha
Esses eram apenas "quase olhares"
Olhavam-me de cabeça baixa,
tentando esconder do meu olhar o seu ser.
Vi olhares de impureza
Exalavam perfume de luxúria
E como ácido corroíam outros olhares
Fechei meus olhos imediatamente
Antes que me queimasse a retina.
Vi olhares de arrogância
Uma altivez intimidadora
Olhavam-me como de cima
Desses, sinceramente,
tive eu piedade.
Não conheciam a insignificância
de seus próprios olhares.
Olhei ao lado e vi
Olhares de inferioridade
Olhavam-me com admiração
Como se meus olhos estivessem acima dos seus
Senti-me inútil
Em não conseguir com um olhar
Mostrar-lhes meu desvalor.
Andei pelas ruas,
Encontrei tantos mais olhares
Perdidos na imensidão de seus vazios
Procurando em outros olhares
O segredo oculto do olhar do universo.
Não entendi o porquê de todos esses olhares
Tão sedentos no deserto
Destruindo-se mutuamente
Senti saudade do Olhar
Aquele Olhar confiável de paz
Resolvi então fechar meus olhos
e chorei.
Por Acsa Brito.
Subi ao céu e voltei.
Enquanto subia, via-os diminuírem
e em meu olhar,
vi o olhares sumirem.
Lá de longe percebi
A insignificância de cada olhar
Diante da imensidão
do olhar do universo
Senti-me feliz.
Distante dos olhares,
enxerguei a mim mesmo.
Senti-me incapaz,
Era eu também apenas um olhar.
Voltei então à terra e abri os olhos.
Vi e revi o que não mais via
Os olhares.
Encontrei olhares de vergonha
Esses eram apenas "quase olhares"
Olhavam-me de cabeça baixa,
tentando esconder do meu olhar o seu ser.
Vi olhares de impureza
Exalavam perfume de luxúria
E como ácido corroíam outros olhares
Fechei meus olhos imediatamente
Antes que me queimasse a retina.
Vi olhares de arrogância
Uma altivez intimidadora
Olhavam-me como de cima
Desses, sinceramente,
tive eu piedade.
Não conheciam a insignificância
de seus próprios olhares.
Olhei ao lado e vi
Olhares de inferioridade
Olhavam-me com admiração
Como se meus olhos estivessem acima dos seus
Senti-me inútil
Em não conseguir com um olhar
Mostrar-lhes meu desvalor.
Andei pelas ruas,
Encontrei tantos mais olhares
Perdidos na imensidão de seus vazios
Procurando em outros olhares
O segredo oculto do olhar do universo.
Não entendi o porquê de todos esses olhares
Tão sedentos no deserto
Destruindo-se mutuamente
Senti saudade do Olhar
Aquele Olhar confiável de paz
Resolvi então fechar meus olhos
e chorei.
Por Acsa Brito.
sábado, 5 de novembro de 2011
Pausas
Uma lágrima escorrendo pela face,
Única fonte de água no deserto.
Desabrocha de repente por entre as rochas,
Descontroladamente.
Vertendo tristeza,
Dúvida,
Fraqueza,
Insegurança,
Medo
Do amanhã, talvez.
Do hoje, quem sabe.
Canta e ouve som de distância,
Fala e sente a voz do silêncio.
Murmúrios de nó na garganta.
Resquícios de poeira de mundo.
Mundo cruel.
Indagação de olhares:
O que se passa?
O que se sente?
O que diz?
Respostas que se apresentam em atos.
Esvaziar-se.
Afastar-se de si mesma,
Dos outros,
Da areia que se move para longe
- Afastando-me do que me afasta.
Correr de volta à procura do oásis.
E encontrar.
Ou reencontrar
Em simples Palavras de Vida.
Um desesperadamente consolador
Aroma de terra molhada,
Trazendo de volta o que se foi.
E tudo volta a ser
Como o entardecer de cores calmas,
Num singular descanso ao som dos pássaros.
Por Acsa Brito.
Única fonte de água no deserto.
Desabrocha de repente por entre as rochas,
Descontroladamente.
Vertendo tristeza,
Dúvida,
Fraqueza,
Insegurança,
Medo
Do amanhã, talvez.
Do hoje, quem sabe.
Canta e ouve som de distância,
Fala e sente a voz do silêncio.
Murmúrios de nó na garganta.
Resquícios de poeira de mundo.
Mundo cruel.
Indagação de olhares:
O que se passa?
O que se sente?
O que diz?
Respostas que se apresentam em atos.
Esvaziar-se.
Afastar-se de si mesma,
Dos outros,
Da areia que se move para longe
- Afastando-me do que me afasta.
Correr de volta à procura do oásis.
E encontrar.
Ou reencontrar
Em simples Palavras de Vida.
Um desesperadamente consolador
Aroma de terra molhada,
Trazendo de volta o que se foi.
E tudo volta a ser
Como o entardecer de cores calmas,
Num singular descanso ao som dos pássaros.
Por Acsa Brito.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Azáfama
Existe um tempo,
Um momento,
Um segundo.
O tempo,
pseudo dono de tudo
Corre contra si mesmo
Duramente intrépido
Obstinado pelo que não conhece:
O futuro.
Há quem esteja fadado
A seguir seus passos.
E corre igualmente.
Nessa corrida,
O respirar é privilégio,
O amar é engano,
Descansar é ilusão,
E esperar é insano.
Tudo isso,
Apenas desperdício
De tempo.
Cá estamos
Presos nesse ciclo
Uma autossabotagem
Viciosamente degradante
Até que se desperte do tempo
Do momento,
Do segundo.
Mas ao redescobrir a vida
Num segundo
o tempo já não é tempo.
Vive-se o momento.
Lá fora, nada mais importa.
Aqui dentro,
Só Tua paz permanece
E prevalece
Dizendo-me que aproveitar
O tempo, o momento, o segundo
É senti-lo
E não servi-lo.
Por Acsa Brito.
Um momento,
Um segundo.
O tempo,
pseudo dono de tudo
Corre contra si mesmo
Duramente intrépido
Obstinado pelo que não conhece:
O futuro.
Há quem esteja fadado
A seguir seus passos.
E corre igualmente.
Nessa corrida,
O respirar é privilégio,
O amar é engano,
Descansar é ilusão,
E esperar é insano.
Tudo isso,
Apenas desperdício
De tempo.
Cá estamos
Presos nesse ciclo
Uma autossabotagem
Viciosamente degradante
Até que se desperte do tempo
Do momento,
Do segundo.
Mas ao redescobrir a vida
Num segundo
o tempo já não é tempo.
Vive-se o momento.
Lá fora, nada mais importa.
Aqui dentro,
Só Tua paz permanece
E prevalece
Dizendo-me que aproveitar
O tempo, o momento, o segundo
É senti-lo
E não servi-lo.
Por Acsa Brito.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Batalhas
Há um silêncio
Estarrecedor
Tímido dentro d'alma
Sons mudos
Apenas Teus ouvidos estão sensíveis
São batalhas
Lutas travadas constantemente
Dias após dia
E o vencer dessa guerra
É perder
Armas que caem ao chão
Orgulho prostrado
Egoísmo massacrado
Para que haja paz
Para que habite vida.
Transformação.
Alguns passos mais perto.
Por Acsa Brito
Estarrecedor
Tímido dentro d'alma
Sons mudos
Apenas Teus ouvidos estão sensíveis
São batalhas
Lutas travadas constantemente
Dias após dia
E o vencer dessa guerra
É perder
Armas que caem ao chão
Orgulho prostrado
Egoísmo massacrado
Para que haja paz
Para que habite vida.
Transformação.
Alguns passos mais perto.
Por Acsa Brito
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
À alva
E o que em profundo sentia
Naquela sem lua noite fria
Era que se apressasse o tempo
E chegando a alva
Nela O encontrasse
E o tempo,
se lhe escapa como fumaça em vento,
ousando deixar romper o dia.
Não mais suportou a agonia.
Desceu escadas abaixo
E em seus passos tênues de menina
Abriu a porta e correu.
Livre, livre como uma gazela
Sem olhar atrás
Braços abertos
Correu para encontrar descanso
Nos campos verdes da Sua paz
Correu para desfrutar segurança
No orvalho fresco do Seu abraço
Correu para encontrar amor
Nos raios de sol do Teu amanhecer.
Por Acsa Brito
Naquela sem lua noite fria
Era que se apressasse o tempo
E chegando a alva
Nela O encontrasse
E o tempo,
se lhe escapa como fumaça em vento,
ousando deixar romper o dia.
Não mais suportou a agonia.
Desceu escadas abaixo
E em seus passos tênues de menina
Abriu a porta e correu.
Livre, livre como uma gazela
Sem olhar atrás
Braços abertos
Correu para encontrar descanso
Nos campos verdes da Sua paz
Correu para desfrutar segurança
No orvalho fresco do Seu abraço
Correu para encontrar amor
Nos raios de sol do Teu amanhecer.
Por Acsa Brito
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
(Des) Humana vida
Olhares que se vendem
em momentos roubados
Sentimentos defraudados
por paixões efêmeras.
Vidas vazias
Vazias de vida
Vidas de vazio
Frívolas
Enganadas
Perdidas.
Sem esperança
perdem-se na névoa
Vagando no horizonte sem fim
Consumidos pela miséria
Fome espiritual que os alimenta
No abominável erro da ilusão
À procura de migalhas
Andando em lamaçais escorregadios
Areia movediça aos seus pés.
Gritos de socorro,
de solidão
Tristeza infinda
Oculta sob máscaras
De falsos prazeres nessa quase vida.
Não, não te conhecem, Deus.
Não te conhecem.
Precisam de cura.
Por Acsa Brito.
em momentos roubados
Sentimentos defraudados
por paixões efêmeras.
Vidas vazias
Vazias de vida
Vidas de vazio
Frívolas
Enganadas
Perdidas.
Sem esperança
perdem-se na névoa
Vagando no horizonte sem fim
Consumidos pela miséria
Fome espiritual que os alimenta
No abominável erro da ilusão
À procura de migalhas
Andando em lamaçais escorregadios
Areia movediça aos seus pés.
Gritos de socorro,
de solidão
Tristeza infinda
Oculta sob máscaras
De falsos prazeres nessa quase vida.
Não, não te conhecem, Deus.
Não te conhecem.
Precisam de cura.
Por Acsa Brito.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Confiança
São pisadas na areia...
Ao longe, sozinho.
Em suas mãos, papel
um barquinho a construir.
Sem água pra navegar,
sem mar
Em sua voz de menino, dúvida:
barco sem mar?
Foi-lhe dito que confiasse
Confiança sem mar?
Em cada dobra no papel, uma lágrima
Sem motivos pra crer,
Sem olhos pra ver,
Enxergando às escuras.
Que foi isso?
Gotas! São gotas!
Chuva!
E se molhar o barquinho?
Calma, calma, menininho.
Um arco-íris a brilhar,
Poças de água para brincar,
Barquinho sem sequer desmanchar
Agora tem mares para navegar.
Confiar
é construir o barquinho sem mar,
é deixar ele, mesmo de papel, molhar
é saber que no mar ele não vai afundar.
Confiar
É ver sem enxergar.
Por Acsa Brito
Ao longe, sozinho.
Em suas mãos, papel
um barquinho a construir.
Sem água pra navegar,
sem mar
Em sua voz de menino, dúvida:
barco sem mar?
Foi-lhe dito que confiasse
Confiança sem mar?
Em cada dobra no papel, uma lágrima
Sem motivos pra crer,
Sem olhos pra ver,
Enxergando às escuras.
Que foi isso?
Gotas! São gotas!
Chuva!
E se molhar o barquinho?
Calma, calma, menininho.
Um arco-íris a brilhar,
Poças de água para brincar,
Barquinho sem sequer desmanchar
Agora tem mares para navegar.
Confiar
é construir o barquinho sem mar,
é deixar ele, mesmo de papel, molhar
é saber que no mar ele não vai afundar.
Confiar
É ver sem enxergar.
Por Acsa Brito
quinta-feira, 7 de julho de 2011
No vento
Sabe, hoje Te senti no vento...
Sim, era Você, eu sabia.
Tinha toque de paz,
de tranquilidade.
Tinha frio de aconchego,
Tinha canção de "estou aqui".
Sim, era Você, eu sabia.
Tinha toque de paz,
de tranquilidade.
Tinha frio de aconchego,
Tinha canção de "estou aqui".
sábado, 18 de junho de 2011
Imensurável
Queria te dizer o quanto és grande
mas descobri, ao tentar,
que não existem palavras que expressem
o imensurável.
domingo, 12 de junho de 2011
Sobre as águas
Vivi tanto tempo acreditando
E, de repente, ouço Tua voz:
Deixe e siga-me
Como um tesouro encontrado no campo
Vendi tudo que tinha para tê-lo
Disseste-me que valeria à pena,
eu confiei,
mas não sabia como andar sobre as águas,
ignorava que bastava apenas olhar firme em teus olhos...
ignorava que bastava apenas olhar firme em teus olhos...
E mais uma vez, o vento bateu forte
e eu aqui quase afogando.
Minha visão encoberta pelas ondas,
mal posso ver Teu rosto.
Estende-me a mão, Mestre!
Perdoe-me a pouca fé, perdoe-me.
Mas preciso sentir Sua mão
Mais uma vez
Segurando as minhas.
Por Acsa Brito.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
De volta
Braços cruzados sobre os joelhos dobrados
observa o céu.
Longe demais
a lua
ela
dela
de casa.
Deu-se conta nesse instante
que havia se perdido,
e o que se havia perdido.
Talvez por querer tentar sozinha
Ilusão de andar por si mesma
Chagas do mundo que a consomem.
Doeu no peito,
Algo semelhante à saudade.
Vontade de voltar
Não sabia como
Tentativas frustradas numa noite fria.
Sozinha a ermo,
vagando no vazio do ser
Olhou novamente aquela lua
parecia mais perto
lembrou-se então do caminha de volta.
Algumas lágrimas mais perto
Ouviu uma voz...
Finalmente estava em casa
Ele sentou-se à mesa com ela
Estava ali para curá-la
Tocou suas feridas intocáveis
E ficou sã.
Por Acsa Brito.
Por Acsa Brito.
domingo, 29 de maio de 2011
Neste mundo
Além do que se vê
Além do que se sente
Além do que se diz
Está Você
Bem além.
E quando não se vê além
Não se sente além
Não se vai além do que se diz
Apenas se finge
Te desconhecem.
As árvores são apenas verdes
Os rios apenas correm
As estrelas apenas brilham
A estrada é apenas um caminho
Você é apenas mais um
Casa edificada sobre areia
Não há profundidade.
O importante é o tocável
O melhor é o visível
Suas Palavras vêm e vão
Numa dança inquieta dentro de suas almas
Sem a significação devida
Ausência, Sua ausência.
E Seus olhos, apenas observando.
Seu coração, apenas sangrando.
Ou, outrora sangrado.
Sim, por isso.
Mas não, não pra isso.
Além do que se sente
Além do que se diz
Está Você
Bem além.
E quando não se vê além
Não se sente além
Não se vai além do que se diz
Apenas se finge
Te desconhecem.
As árvores são apenas verdes
Os rios apenas correm
As estrelas apenas brilham
A estrada é apenas um caminho
Você é apenas mais um
Casa edificada sobre areia
Não há profundidade.
O importante é o tocável
O melhor é o visível
Suas Palavras vêm e vão
Numa dança inquieta dentro de suas almas
Sem a significação devida
Ausência, Sua ausência.
E Seus olhos, apenas observando.
Seu coração, apenas sangrando.
Ou, outrora sangrado.
Sim, por isso.
Mas não, não pra isso.
domingo, 22 de maio de 2011
Renascendo
Estava esmorecida
Forças se esvaindo...
O sorriso tentava esconder o que gritavam seus olhos
Uma Voz: dance!
Levantou o olhar.
Sem ânimo,
Pés trêmulos,
Medo de arriscar passos.
A possível dor da queda,
maior que a esperança, que a fé.
Uma Mão: te ajudo!
Aos poucos, ergue-se
Posiciona-se lentamente.
Uma Voz: confie!
Uma Voz: confie!
Pés que brincam em passos tímidos,
Olhos surpresos, está conseguindo.
Sai do casulo.
Um Sopro: vento do Espírito.
Um Sopro: vento do Espírito.
Como borboleta, voa pelo espaço.
E dança.
Braços abrem-se sentindo bater-lhe o vento
Doce e profundo vento.
Passos ágeis e leves.
Agora, o sorriso não comporta mais a
Alegria do olhar...
E dança, e voa, e canta.
Em profunda adoração e gratidão
À Voz, à Mão, ao Sopro, ao Pai.
Por Acsa Brito.
domingo, 15 de maio de 2011
Sorriso
A noite caiu,
Teu sorriso, Senhor, resplandeceu no brilho das estrelas
Sorriso de Pai que AMA
Sorriso de Pai que ensina
Sorriso de Pai que perdoa
Sorriso de Pai que ajuda
Sorriso de Pai que se alegra
Com o nosso sorriso.
Por Acsa Brito.
Por Acsa Brito.
domingo, 8 de maio de 2011
Mais além
"Ele está nos ensinando como se faz", foi o que pensei. Quarenta dias naquele lugar inóspito... Mas se houvesse algo além disso? Resistiu só pra ensinar? Só porque era Deus? Ele sabia mais. Algo que nunca conseguiremos compreender. Sabia a diferença entre aqui e lá. Entre aquilo que pensamos ser comunhão com o Pai e o que, de fato, é comunhão com Ele. Não, tudo isso aqui, daqui, não valia à pena. Eram apenas paliativos que alguns pensam ser o essencial, o mais importante. Mas Ele, Ele compreendia o porquê, a razão de tudo. Nada de correr atrás do vento. Nada de beber numa fonte que tem sede. Quando não se sabe o real propósito, não se compreende mais além do que se pode ver. Talvez Ele não estivesse só querendo ensinar como se faz, que é possível resistir a tudo isso. Talvez Ele só estivesse querendo nos dizer: "Não, não vale à pena".
(Baseado em Mateus 4.1-11)
Por Acsa Brito.
(Baseado em Mateus 4.1-11)
Por Acsa Brito.
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