Então tudo parou
Fez-se silêncio
Tic-tac
Apenas o relógio ousa falar
E marca o tempo
Que retrocede
ao mesmo ponto de partida.
Ao longe, suspiros.
Tic-tac
Não é mais tempo de recomeçar
Voltar atrás não é o melhor caminho
É hora de mudar o rumo
Tac-Tic.
por Acsa Brito
sexta-feira, 5 de julho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Memórias
Riscos, rabiscos,
Um risco...
por Acsa Brito
Uma borracha.
Aos poucos, limpo.
Menos rabiscos,
Sem risco.
De volta, o lápis.
Rabiscos, mais rabiscos.
Riscos.
Anáforas da vida.
Anáforas da vida.
por Acsa Brito
domingo, 16 de junho de 2013
Walking
Fez-se mendigo
E faminto de alma, roubou-me.
Furtou-me o que de precioso guardava
Achei-te, então, inimigo.
Hoje te vejo prostrado sob a própria carga
Tento ignorá-lo à beira do caminho
Mas o que me ama
disse-me: ama!
Agora cá estou.
Está aqui minha mão.
Dá-me a tua.
por Acsa Brito
E faminto de alma, roubou-me.
Furtou-me o que de precioso guardava
Achei-te, então, inimigo.
Hoje te vejo prostrado sob a própria carga
Tento ignorá-lo à beira do caminho
Mas o que me ama
disse-me: ama!
Agora cá estou.
Está aqui minha mão.
Dá-me a tua.
por Acsa Brito
sábado, 15 de junho de 2013
No Sinai
E eu igualmente te prometi,
mas não cumpri.
Fingi acreditar,
mas duvidei.
E Você só queria
me dar Seu amor
até mil gerações.
por Acsa Brito
mas não cumpri.
Fingi acreditar,
mas duvidei.
E Você só queria
me dar Seu amor
até mil gerações.
por Acsa Brito
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Cura
Quando de mim as escamas caíram,
irrompeu exultante minh'alma
ao Te sentir com meus olhos.
Percebi ao Te ouvir falar
que me conter não conseguiria
e por isso gritei.
Gritei ao mundo quão feliz estava
Não pela cura.
Não pelos olhos que agora viam.
Mas pela inexplicável sensação que é
poder Te enxergar.
Por Acsa Brito
irrompeu exultante minh'alma
ao Te sentir com meus olhos.
Percebi ao Te ouvir falar
que me conter não conseguiria
e por isso gritei.
Gritei ao mundo quão feliz estava
Não pela cura.
Não pelos olhos que agora viam.
Mas pela inexplicável sensação que é
poder Te enxergar.
Por Acsa Brito
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Irmã
Amo-te como se ama de verdade.
Desses amores que não se escolhe, se vive.
Se ama.
Tanto, tanto,
A ponto de escolher amar novamente.
Por Acsa Brito
Desses amores que não se escolhe, se vive.
Se ama.
Tanto, tanto,
A ponto de escolher amar novamente.
Por Acsa Brito
terça-feira, 23 de abril de 2013
Amor
A ponte de egoísmo cedeu
E deu lugar ao
"como a si mesmo".
O conhecimento que gera vida
e amor.
Que ensina amor.
Que é o amor.
Seu caminho, meus passos.
Por Acsa Brito
E deu lugar ao
"como a si mesmo".
O conhecimento que gera vida
e amor.
Que ensina amor.
Que é o amor.
Seu caminho, meus passos.
Por Acsa Brito
Hoje
Hoje fugi,
E tive medo de ser achada
por mim mesma.
Hoje lastimei a solidão da esperança
Mas "a esperança não trás confusão".
Uma compreensão obscura.
Refugiando o medo,
alcancei o escuro da noite
anelando Sua presença
E esquecer o que lá fora existe.
Encontrei, enfim, descanso.
Por Acsa Brito
E tive medo de ser achada
por mim mesma.
Hoje lastimei a solidão da esperança
Mas "a esperança não trás confusão".
Uma compreensão obscura.
Refugiando o medo,
alcancei o escuro da noite
anelando Sua presença
E esquecer o que lá fora existe.
Encontrei, enfim, descanso.
Por Acsa Brito
O meio
Uma certeza.
O renascer de uma oferta.
A fé que move.
As primeiras gotas,
o ribeiro que flui.
A aprazível que obtém respeito,
e segue firme
em passos sincronizados,
juntos agora.
Sem dádivas.
Elas fazem retroceder
até que haja suficiência.
Em Você.
Por Acsa Brito
O renascer de uma oferta.
A fé que move.
As primeiras gotas,
o ribeiro que flui.
A aprazível que obtém respeito,
e segue firme
em passos sincronizados,
juntos agora.
Sem dádivas.
Elas fazem retroceder
até que haja suficiência.
Em Você.
Por Acsa Brito
O início
Cantos de "negue-se" ecoam na memória,
quando obedecer parece ser
a mais difícil saída.
E tropeço.
Caída ao chão
o único almejo do coração
é ficar ao Seu lado
Percebo então:
És minha fonte de alegria.
Por Acsa Brito.
Por Acsa Brito.
domingo, 10 de março de 2013
Erros
Portas que se abrem
para o que estava guardado.
E os rabiscos no chão,
Frente a frente o medo e a paz,
a culpa e o perdão,
"expectativam" as mãos carmim
E o que as encobre.
Todos olham,
Apenas Um vê.
A mão que rabisca,
As vozes que acusam,
Uma alma doente que suplica.
Que se pode dizer?
Que se há de fazer?
Rabiscos ocultam
o mistério do perdão.
Por Acsa Brito
Por Acsa Brito
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Ospedali II
Carregava em suas mãos
O peso da saudade,
A agonia da morte,
O lamento da perda.
Um andar cabisbaixo
Num corredor de destinos:
Ospedali
Nas mãos a lembrança,
da esperança que traiu
o sorriso fraco de uma vida.
Os outros mortais,
Em seus austeros envoltórios cor de paz,
Sem paz revelam um ex-ser.
Restou-lhes apenas um olhar frio
Adaptaram-se às inverdades da imortalidade.
Quem quisera antes
Compreender que o fim
É mais uma prévia do que está por vir:
A eternidade ao Seu lado.
Carregava em suas mãos
O peso da saudade
Aqui, apenas (des) ilusões.
Uma simples amostra da fragilidade da vida:
Ospedali.
Por Acsa Brito.
O peso da saudade,
A agonia da morte,
O lamento da perda.
Um andar cabisbaixo
Num corredor de destinos:
Ospedali
Nas mãos a lembrança,
da esperança que traiu
o sorriso fraco de uma vida.
Os outros mortais,
Em seus austeros envoltórios cor de paz,
Sem paz revelam um ex-ser.
Restou-lhes apenas um olhar frio
Adaptaram-se às inverdades da imortalidade.
Quem quisera antes
Compreender que o fim
É mais uma prévia do que está por vir:
A eternidade ao Seu lado.
Carregava em suas mãos
O peso da saudade
Aqui, apenas (des) ilusões.
Uma simples amostra da fragilidade da vida:
Ospedali.
Por Acsa Brito.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Ospedali
O que meus olhos vêem
São apenas máquinas
em uma oficina humana.
Máquinas desajustadas
Que fogem ao padrão de perfeição
Correm, cansam e trabalham
Apenas para consertar suas máquinas
Estudam, buscam e pesquisam
Apenas para conhecer suas máquinas
E nada sabem
Adiam o fim iminente
mas não podem evitar
o momento em que suas máquinas
Desligarão.
Por Acsa Brito
São apenas máquinas
em uma oficina humana.
Máquinas desajustadas
Que fogem ao padrão de perfeição
Correm, cansam e trabalham
Apenas para consertar suas máquinas
Estudam, buscam e pesquisam
Apenas para conhecer suas máquinas
E nada sabem
Adiam o fim iminente
mas não podem evitar
o momento em que suas máquinas
Desligarão.
Por Acsa Brito
Certas (in)certezas
A depender de meu ser volúvel,
padeceria.
Teu caminho é a firmeza que me apego
E sigo.
A depender de meu olhar insano,
cairia.
Teu horizonte é a luz que me guia
E vejo.
A depender de meu riso vulnerável,
obscureceria.
Tua alegria é a verdade que me envolve
E sorrio.
A depender de meu respirar inconstante,
morreria.
Teu sopro é o fôlego que me mantém
E vivo.
Nesta vida de incertezas
És a certeza da vida.
Por Acsa Brito
padeceria.
Teu caminho é a firmeza que me apego
E sigo.
A depender de meu olhar insano,
cairia.
Teu horizonte é a luz que me guia
E vejo.
A depender de meu riso vulnerável,
obscureceria.
Tua alegria é a verdade que me envolve
E sorrio.
A depender de meu respirar inconstante,
morreria.
Teu sopro é o fôlego que me mantém
E vivo.
Nesta vida de incertezas
És a certeza da vida.
Por Acsa Brito
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Misericórdia
Eis que fizeste noite
Sob a tarde ensolarada
Apenas para que a manhã
dos meus olhos chegasse
E se ouvisse o canto alegre
Da flor do campo amarelada.
por Acsa Brito.
Sob a tarde ensolarada
Apenas para que a manhã
dos meus olhos chegasse
E se ouvisse o canto alegre
Da flor do campo amarelada.
por Acsa Brito.
Vida
Êita que sorriso vivo, menina!
Foi o sonho que acordou do sono
E não se realizou
Um paradoxo da vida
Ah, Vida!
Há Vida!
Nesta Vida, este sorriso.
não no sonho.
Alegria e Vida.
Foi o sonho que acordou do sono
E não se realizou
Um paradoxo da vida
Ah, Vida!
Há Vida!
Nesta Vida, este sorriso.
não no sonho.
Alegria e Vida.
Ausência
Onde estava?
Vê-se a nudez d'alma
A obscuridade do ser a si mesmo
Ou se deixar ser
Contrariando o te permitir ser em mim.
Há mais que isso.
Desperta!
Tem poesia nessa jornada
Vida pra descobrir
Conhecimento que alimenta.
E traz paz
Paz.
Necessário é ter
e viver
essa Paz.
Onde estava?
domingo, 20 de janeiro de 2013
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Se há em mim alegria
Tu és o principal causador
Não te recrimino por isso
Apenas agradeço.
É mais que o bastante.
Queria poder reparti-la agora
Impregnar sua luz em outro ser
Deixa-lo desacordado de sentimentos por ti
Apenas para que se alegre também
E viva
A essência da felicidade eterna
ao seu lado.
Meu único confidente,
Corações estão sendo destroçados
Mostre-lhes o caminho!
Seja seus olhos!
Como se compadeceu de mim,
deixe-se derramar de amor e misericórdia!
És a única esperança.
Tu és o principal causador
Não te recrimino por isso
Apenas agradeço.
É mais que o bastante.
Queria poder reparti-la agora
Impregnar sua luz em outro ser
Deixa-lo desacordado de sentimentos por ti
Apenas para que se alegre também
E viva
A essência da felicidade eterna
ao seu lado.
Meu único confidente,
Corações estão sendo destroçados
Mostre-lhes o caminho!
Seja seus olhos!
Como se compadeceu de mim,
deixe-se derramar de amor e misericórdia!
És a única esperança.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Meu Rei
Sinto que nossos passos
Andam juntos agora
Vejo que o céu
Não é tão longe de alcançar.
Penso nas músicas
Que embalavam a melancolia do meu ser tristonho...
Nada mais faz sentido.
Porque, na verdade,
Tudo faz sentido.
Já tenho sentido,
Tu és o meu sentido.
O medo, a angústia, as lágrimas,
Denunciavam meu andar distante.
A solidão sem motivo
Cantava aos meus ouvidos:
Volta!
Resistente ao canto,
Andei sombria.
Como vento sem destino,
Procurei encher-me de vazios.
Escondi-me na máscara do orgulho,
E chorei.
Chorei por saber a verdade:
O meu Rei estava destronado.
Destinei o Reinado
à causas secundárias.
Daí então,
ter me perdido no sentido da vida,
Me deixado levar por coisas vãs.
Em pedaços minh'alma foi dilacerada.
A reconstrução consciente,
Tão delicada.
O retorno do Rei ao seu legado.
A cura interior tão esperada.
Sinto que nossos passos
Andam juntos agora.
Vejo que o céu
Não é tão longe de alcançar.
A felicidade antes perdida, foi reconquistada
Os domínios do reino foram retomados
Agora meu ser descansa
Porque o senhor, meu Rei,
Reina sobre mim.
Por Acsa Brito
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